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Quando minha infância acabou?

Hey Seguilovers, hoje eu acordei inspirada e com vontade de ouvir toda a trilha sonora de The Fray. É algo que eu não fazia desde o inicio do ano, porque, como vocês sabem, algumas trilhas eu associo a pessoas e The Fray, por mais que seja uma das minhas bandas favoritas no mundo, me fazia lembrar de alguém que eu não considerava certo eu continuar me lembrando em respeito à outra pessoa. Mas agora as coisas mudaram, minha mente está livre e eu decidi me arriscar a matar a saudade da minha banda sem ter medo disso me trazer lembranças e tcharan: não é que não trouxe mesmo? 
Quer dizer, até trouxe, mas não as que eu esperava. Eu comecei a zapear pelas músicas, como fazemos com canais quando estamos entediados, sem conseguir me fixar em nenhuma, até parar em Never say Never.  E ali eu quis parar e me deixar levar.



Never say never não me lembra exatamente uma pessoa. Ela me lembra um momento. Ela me lembra um personagem. Ela traz à tona uma lembrança minha. Eu sou muito ritualística e apegada as palavras que digo. Elas se fixam na minha memória com muita força quando eu mesma digo que irão fixar. Meu cérebro é obediente, aparentemente. E essa música marcou pra mim o momento que defini como o fim da minha infância. 
Não estranhem quando eu disser que esse momento ocorreu em maio do ano passado. Sim, o fim da minha infância foi aos meus 23 anos. Paciência. Cada um se liberta quando acha que deve. E eu só senti que isso aconteceu quando eu me vi em um evento de despedida da Daydream, no fim da Vampire Attraction, a última das últimas já que agora a nossa série preferida realmente acabou e não tem mais volta, depois de 8 anos acompanhando. Entrei nessa jornada com a idade da protagonista, 17 e junto dela eu (à força, diga-se de passagem) eu sai. Foi o ápice da minha adolescência, foi quando descobri minha fissura no mundo do entretenimento, no mundo do sobrenatural, minha paixão pelos romances, etc. The vampire diaries também me fez entender o conceito de ser fã e obviamente, descobrir que eu era uma. Eu segui elencos pelo país junto com outras meninas por 3 anos seguidos, de novo e de novo...como uma boa adolescente enlouquecida por algo faria. 
E foi ali naquele momento, quando a música Never say Never começou a tocar, assim como tinha tocado no último episódio da série, na nossa última cena com Stefan Salvatore - quando fofamente ele encontra sua amiga Lexi e parte desse mundo - sua despedida, é que eu senti que estava dando Adeus para o que mais marcou minha infância/adolescência/momentos juvenis. 



Quando as fãs começaram a cantar junto em forma de um Adeus coletivo e tão amoroso para Paul Wesley, ou seja, para o nosso amado Stefan Salvatore, que estava ali se despedindo da série com a gente e eu comecei a chorar ao ver todo o elenco ir embora - todo ano é estranhamente doloroso. É estranho como 48h horas seguidas junto com um elenco que você acompanha semanalmente na tv faz você se apegar a eles, mas dessa vez era diferente. Todas sabiamos que realmente era a última vez que os viamos. Acabou na tv. Acabou na vida real. Acabou nas nossas vidas a nossa magia sobrenatural ;/ - mas dessa vez, eu me pus a pensar, enquanto pegava um elevador para meu quarto no último andar, e percebi que eu não estava simplesmente triste e abalada pela despedida final da série que eu tanto amava e do elenco que eu tanto quis ver e rever... aquele era o marco do fim da minha infância e da minha adolescência. Era o fim das paixões desenfreadas pelo ficticio, pelo meu lado bobo de menina que acreditou nisso tudo, era o fim da minha bolha perfeita no mundo da inocência. 
Quando entrei no quarto e me joguei na cama para chorar mais um pouco, eu disse à minha mãe o que eu disse a vocês agora: esse é o fim da minha infância. E realmente o foi. 


Eu não vou dizer que não fui à convenções depois disso. Vocês me acompanham e sabem que eu fui, mas, a magia tinha mudado pra mim. Eu senti tudo de forma diferente e então eu soube, que minhas palavras realmente tinham efeito e que Never say Never marcou essa linha divisória de águas na minha vida: o fim da minha infância e a minha queda inesperada na minha vida adulta. 

Vocês que me acompanham me digam, vocês sentem isso também? Vocês conseguiram notar no meu comportamento que eu mudei desde a última VA? 

É feriado, estou doente e divagando, mas isso não significa que eu não possa por meus pensamentos para fora, não é? 

beijão


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