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Tajesh

-Não sei por que você acredita nessa história! O Tajesh não tem maldição alguma!

-Tem,sim! Pode ter certeza de que a Sophia Tanasha vive lá. Meu pai disse que viu o amigo dele depois de morto lá. E a Sophia.

Eles passaram pelo local onde estava o edifício mencionado.

- Tio Tom é maluco - disse o garoto, enquanto andava com a prima.

- Não fale assim do papai - disse a menina - Tio Gustav também a viu...

O garoto deu muxoxo e se calou. Pararam em frente ao prédio.

-Você é maluca - disse ele - Subir aqui só pra ver aquela doida varrida...

-PSIU! - exclamou a menina enquanto olhava nervosa para os lados - Ela pode se ofender com isso. E entrou na portaria.

-Me conte direito como essa história começou... - pediu o garoto.

-Papai me falou que tudo começava com um sonho - disse a menina,satisfeita de contar a história enquanto subiam as escadas - E quando tio Georg sumiu,foi...

"–Georg, vamos nos atrasar! – exclamou Jacqueline da porta.
–Calma, estou aqui – disse ele, aparecendo. Ele trancou a porta – Vamos.
Eles entraram no carro e deram partida.
Estava nevando em Berlim, era quase fim do ano e os dois se dirigiam a um pequeno bosque a leste de Berlim, que ficava muito bonito no inverno. Não estava tão frio quanto estaria em dezembro, mas era necessário usar agasalhos a mais.
Chegaram ao bosque. Tinham algumas pessoas lá, mas eram poucas. Quase ninguém saia de casa quando nevava demais, nem mesmo pra andar de trenó, ou de patins.
–Sempre que venho, acho esse lugar mais bonito – disse Jacqueline, ao se aproximarem das árvores sem folhas.
–Verdade – concordou Georg – Prefiro-os na primavera, cheio de folhas e flores, fica mais colorido.
–Prefiro no inverno, a neve da um toque especial. Enfim vamos lá?
Ele confirmou com a cabeça e começaram a andar devagar. Andaram com cuidado, a neve meio escorregadia. Apesar de ser quase meio dia, dava a impressão de que era mais tarde, já que o céu era muito branco, quase ofuscante, dando um ar abandonado do bosque.
–Vamos parar aqui um momento – pediu ela – Vamos tirar fotos!
Ela abriu a bolsa e tirou uma pequena garrafa térmica, da qual bebeu um pouco. Tinha chocolate quente ali, feito por ela mesma mais cedo. Guardou a garrafa e tirou a máquina fotográfica. Pôs a alça no pulso e focalizou a lente em Georg. Depois focalizou a máquina em si, e também tirou uma foto. E também tirou foto do bosque e foto com Georg.
Algumas fotos depois, eles continuaram a caminhar. Perto do bosque, tinha um pequeno rio, que estava congelado. A água era quase negra, mas dada pra ver uns peixes aqui e ali.
–Á natureza é tão perfeita – comentou Jacqueline – Nem prece que está frio lá embaixo – disse tentando ver o fundo do rio.
–Bendita dilatação anômala da água.
Eles ficaram observando o rio um tempo. Claro que eles tiraram mais fotos ali, queriam registrar tudo.
–Você conseguiria pular até a outra margem? – pergunta Georg a namorada.
–Eu não – responde ela – E nem ousaria tentar.
–Por que? – pergunta ele – O rio não aprece ser tão fundo.
–Mesmo assim...
–Eu vou tentar.
–O que? Não, não, pode ser perigoso – alertou ela.
–Perigoso? O máximo que pode acontecer é eu quebrar uma perna.
–Então? Fique quietinho aí, nada de pular.
–Eu tomo cuidado, amor.
E ele foi em direção a uma pedra que poderia servir de trampolim.
–Ei, não se atreva, Georg! Você quer se machucar a toa? Pra que?
–Não é à toa, quero só tentar.
–Deixe de ser teimoso. Não pule aí.
–Se eu me machucar, não tento de novo eu prometo – disse ele, já em cima da pedra.
–Se você se machucar, não vou poder carregar você até o hospital e não tem ninguém perto daqui por causa do tempo. Pelo amor de Deus, deixa dessa brincadeira.
–Eu sei em cuidar, Jacqueline!
–Pode ser, mas você está sendo imprudente.
–Só por que vou tentar pular até ali?
–“Ali” deve ter uns cinco metros!
–E daí?
–Não dá pra pular de onde você está!
–Dá sim – teimou ele.
Jacqueline suspirou. Pra que ele inventou de fazer isso?Pra que?
–Georg... Por favor, não pule!
Ele se afastou da pedra, respirou fundo e começou a correr.
–Georg! Não pule!
Mas era tarde, ele já saltava em direção a outra margem. Como ela temia, ele não chegou a tempo e caiu direto no rio. Sua massa foi suficiente pra quebrá-lo."

-Aí a tia Jack acordou, procurou ele e ele sumiu.

-Sinistro!

-Muito - disse a garota sombriamente - Ele disseram que conseguiram fazer a Sophia ir embora, mas sei que ela vem aqui.

-Como você sabe?

-Ah,eu a vejo -disse a menina simplesmente.

-Como assim?

-Você vai ver - disse ela,chegando ao terceiro andar - É aqui.

Chegaram ao apartamento descrito pelo pai da garota. Tom não gostava muito de contar as história com a Sophia, mas a filha insistia e vivia fazendo perguntas sobre "tio Bill", seu irmão gêmeo.

Abriram a porta e o apartamento estava com a mesma aparência descrita por Tom,só que mais empoeirado e abandonado.

-Não gosto nada disso - sussurrou o garoto.

-Cala a boca - disse a menina - Você não acreditou em mim, agora vai ver que falei a verdade. Deixe de ser frouxo, ela não vai fazer nada conosco.

-Bom, depende do ponto de vista - disse uma voz.

Eles se viraram e viram uma mulher parada na janela. Cabelos negros,olhos verde-água, lábios vermelhos,vestido preto.

-Sophia - ofegou a garota.

-Eu - sorriu ela - Então, finalmente nos encontramos, Sarah Kaulitz.

-Como sabe meu nome?

-Eu sou...amiga do seu pai - disse a mulher, com um sorriso divertido, mas que não tirou o medo das espinhas dos garotos.


-Vamos embora, Sarah - disse - Acredito em você,tudo bem? Podemos ir?

-Tão cedo - disse a mulher - Ora, como disse a Sarah, não farei nada com vocês,jovens.

O garoto ia se virar para ir embora, mas a garota, corajosamente (ou idiotamente) se aproximou da janela amarelada pelo tempo. O garoto se encheu de coragem e se aproximou também.

O que aconteceu a seguir nem o maior especialista poderia explicar. Numa hora estavam observando a vista do terraço, em outra não havia terraço algum. Só o que se sabia era que duas crianças tinha ido até ali e caído de alguma forma. E um bilhete na mão de uma delas.

"Eu voltei" em letras femininas e caprichosas.


Obs: Feliz Halloween e feliz Dia do Saci :)


O trecho do sonho tirei de minha fic Nightmare.

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