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review - ponte dos espiõesr

E ai,galera? Como foi o Halloween de vocês? Espero que tenha tido sua dose de terror! 

Vocês lembram do Guilherme Garbin? Ele foi colunista aqui do blog por um tempo. Nós somos bons amigos e hoje o Guilherme estava afim de assistir o filme Ponte dos espiões e eu fui ver com ele. 







Quando ele me falou a sinopse do filme e de seu teor jurídico eu já me interessei e tive ótimas impressões sobre o filme. Com a direção de Steven Spielberg não poderia ser diferente, não é?

Inicialmente somos apresentados a Rudolf Abel ( Mark Rylance), contudo, como protagonista temos o personagem James Donovan ( Tom Hanks), um advogado de seguradoras que é convidado pela Ordem a defender Rufolf da acusação de ser um espião soviético roubando informações dos EUA. 

Já em um primeiro momento, é fácil de se notar que todo o judiciário deseja que James faça a defesa de Rudolf apenas como um cumprimento a uma mera formalidade, apenas para fornecer superficialmente o devido processo legal ao acusado, evitando a alegação de cerceamento de defesa, contudo, não é isso que James Donovan faz. Mesmo se tornando uma pessoa publicamente odiada e indo contra os desejos de sua família e sócios, ele abraça a causa e representa dignamente seu cliente. 

Frisa-se que a história retratada na obra de Spielberg é baseada em fatos reais ocorridos na época da Guerra fria, o que torna a postura adotada por Donovan ainda mais admirável.

Mesmo apresentando um precedente na defesa dos direitos de seu cliente ( ah, como é interessante o Common Law!) e defendendo a ausência de um mandado, que tornaria as provas encontradas ilícitas, o juízo ignora toda a argumentação de Donovan e de forma completamente pavorosa e parcial informa em júrí que condenaria Rudolf Abel, assim como o júri o fez.

Demonstrando persistência, James Donovan busca reformar a decisão na Suprema corte, entretanto, é curioso notar como estas tendem a fornecer decisões políticas e não necessariamente técnicas e assim, ele recebe mais um insucesso. 

Após alguns acontecimentos, Donovan se vê embarcando para a Alemanha Oriental afim de realizar uma negociação de troca de prisioneiros: Rudolf Abel por Francis Gary Power, um jovem piloto americano feito prisioneiro pela URSS após a queda do U2. 

Ao descobrir que eles estão com Frederic  Pryor, mais um norte-americano, James Donovan faz de tudo para conseguir através de negociações diplomáticas sair o mais rápido da Alemanha Oriental levando os dois norte-americanos consigo, mesmo não sendo esse o interesse dos EUA. Questões éticas e morais são levantadas aqui, o que torna a análise do filme ainda mais interessante.

O cenário é bem detalhista e a  ambientação é muito bem feita, merecendo o filme nota 5. 

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