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eu e a minha incrível incapacidade de dizer quando algo me incomoda

Vocês já tiveram um espelho? sabe aquela pessoa que você admira porque ela é tudo que você quer ser um dia? 

E um melhor amigo? Todo mundo já teve um melhor amigo, não é?

Eu tenho família, é claro e eles são as pessoas mais importantes da minha vida. Por família entenda meus pais e meus avós. Eles são essenciais na minha vida e sei que irei desmoronar quando vier a perder um deles, mas, em algumas coisas eles não podem me ajudar. 

Às vezes uma garota precisa de alguém que passe pelas mesmas coisas que ela passe, que pense de forma similar e que seja um ombro amigo. É para isso que existem os amigos, certo? Para ser a família que nós escolhemos.  É assim que eu penso, pelo menos. 

Eu já perdi amigos e já me desfiz de amizades que me faziam mal, contudo, poucas pessoas eu já intitulei como minhas melhores amigas. Na verdade foram 3. 

Tive um melhor amigo em minha infância/adolescência. Alguém que muito considerei por 7 anos, mas que se mostrou indigno de meu apreço em um remoto dia, quando, fui erroneamente diagnosticada com câncer em fase avançada por médicos. Ninguém da minha família quis conversar comigo sobre o assunto. Qualquer tentativa de discussão gerava polêmica entre de meus parentes. Que alternativa eu tinha a não ser perturbar a paz da pessoa em quem eu mais confiava? Resolvi ligar para contar para o mesmo meu problema assustador, pois, em minha mente, depois de conversar tudo ficaria bem. O único problema é que meu melhor amigo se recusou a conversar comigo - mesmo eu informando que se tratava de algo grave - pois sua nova namoradinha estava em casa. Eu até entenderia, se ele não tivesse gastado horas da minha noite anterior discutindo comigo sobre outra garota - a que ele realmente gosta e não a que ele estava - mesmo com ela por lá! Entendem o que quero dizer? O egoísmo? Por 7 anos eu sempre estive lá por ele, mas quando eu realmente precisei ele não quis estar lá por mim. Eu não sabia que o câncer não era real. Só fui descobrir semanas depois e junto com a falsa ideia de doença eu joguei fora a falsa ideia de amigo que eu tinha.

Eu já tive uma melhor amiga também. Meninas são divertidas, não é? Se maquiar juntas, comprar roupas juntas, fazer festas do pijama... é maravilhoso ter uma melhor amiga menina. Ela era como uma irmãzinha pra mim até eu perceber que ela era meio psicopata. Eu nunca liguei de ensiná-la e dela me copiar, pois irmãs mais novas são assim, não? Eu gostava de ter uma amiga para todas as horas, uma pupila e acho que da forma dela ela gostava de mim, sabe? Do jeito dela. O único problema é que eu sempre quis o sucesso, a felicidade, a paz para nós duas, eu sempre quis o melhor para todos os meus amigos e pra mim, mas ela queria o melhor para ela e só pra ela. O egoísmo dela me afastou. Eu notava isso e me incomodava, mas levou anos para eu ter realmente coragem de afastá-la da minha vida. É alguém por quem eu realmente tinha afeição e foi bem complicado minar isso, mas a verdade é que as pessoas sempre nos ajudam a matá-las em nosso coração e com ela não foi diferente. Tudo passou dos limites quando ela deixou de se limitar a imitar minhas roupas ou minha maquiagem. Com o tempo as coisas ficaram mais graves do que copiar a cor e cumprimento do meu cabelo, minha pose em selfies ou minhas hashtags. Elas passaram para coisas pessoais, coisas que faziam parte da minha essência. Elas chegaram a um nível da pessoa querer meu estágio fazendo graduação em outra área completamente diferente da minha, a querer viver na minha cidade, a trocar de curso. Contudo, tudo sempre pode piorar. Essa pessoa me confessou que foi atrás de rapazes com quem me envolvi no passado e dos que demonstravam interesse por mim no presente. E se tem como piorar mais ainda ela começou a, de certa forma, se passar por mim para pessoas que ela conhecia. Ela nunca gostou de ler, mas passou a gostar. Inclusive comprou a coleção inteira de uma obra que menciono aqui no blog como uma de minhas inspirações por lembrar minha mãe ( Becky Bloom) e passou a vomitar nas redes sociais que aquela era uma das obras queridas dela. Essa pessoa comprou uma cópia de uma bolsa minha - presente muito especial que recebi de minha mãe - e passou a usá-lo como item essencial, sem tirar mesmo sabe? Além disso, passou a se auto intitular blogueira nas redes sociais e as "amigas" ainda a apoiam. Só Deus sabe os absurdos que ela deve falar de mim para essas pessoas. Sei que não exagero pois há uma amiga bem próxima dela que aqui chamarei de L que parece ser uma pessoa muito legal e gentil, contudo, ela vivia falando que não se sentia bem perto da menina, pois quando estavam juntas todos tinham olhos apenas para L e ela não suportava isso. Ou seja, não é só comigo. Ela tem essa necessidade doentia de competir com as pessoas o tempo todo. É muito triste na verdade. A gota d'água para mim foi um dia que vi acidentalmente uma mensagem que ela mandou para outros amigos que não me conheciam, informando de seus planos para depois da faculdade. Aqueles eram, especificamente meus planos! Minha graduação na PUC, meus planos de mestrado na USP e até o projeto de pesquisa que eu gostaria de tentar fazer em Yale. Aquilo sou eu, entende? Eu para pessoas que não me conhecem. É muito assustador ver que compartilhei muitas coisas da minha vida com alguém obcecado por me copiar e se passar por mim em outros ambientes! Foi uma decepção. Ela nunca se importou comigo de verdade, penso eu. Uma lástima.

E agora chegamos ao último. Meu querido melhor amigo nesse inicio de vida adulta. Alguém que muito estimo e que considero, - e notem que falo no presente e não no passado - meu querido companheiro nos estudos e em minhas loucuras. Eu me pergunto o que acontece com ele nesse momento. Desde que o conheci ele foi minha pessoa favorita, a mais admirável, a mais honrada, a mais amável. Nossos laços se estreitaram e de colegas fomos a amigos e, de amigos a melhores amigos. Sempre só houve uma pedra no sapato dessa amizade: uma terceira pessoa que ele sempre insistiu em adorar. Ah, meu caro amigo. Eu aprendi a respeitar isso, pois todos temos direitos a escolhas e defeitos, e quem quiser que nos ame assim, não é? Ele sempre viveu nesse vai e vem de amizades, ora mais comigo, ora mais com ela, e assim os anos se passaram. Eu respeitei, eu perdoei, eu considerei elevado o nível de nossa amizade e afeto. Ocorre que, de algumas semanas para cá ele vem me passando a sensação de desejar passar muito mais de seu tempo com esta certa pessoa do que comigo, então, eu acabo me questionando acerca da razão de ser desse fato. Eu posso ser sensitiva, mas não sou neurótica, eu sei quando algo está desandando. Isso é realmente triste, sabe? Ver nosso laço se desfazer sem um motivo aparente. Meu amigo não age como se tivesse acontecido algo, mas ele não é o mesmo de antes. É como se meu melhor amigo houvesse sofrido lavagem cerebral ou sido sequestrado por zumbis e deixaram seu corpo com outra alma no lugar. Será? Eu questionei uma vez, mas a resposta que obtive foi de que nada havia ocorrido, o que me deixa com apenas uma opção de resposta para a mudança: mais uma vez, ele está mais apegado a outra pessoa do que a mim. Eu poderia questionar, conversar, tentar mudar isso, mas, eu já fiz isso tantas vezes, sabe?  Chega uma hora que nós cansamos de lutar pelo afeto das pessoas que são importantes para nós e chegou minha vez de jogar a toalha. Sabe tudo o que eu não queria? Que você fosse o terceiro melhor amigo a me decepcionar aparecendo nessa lista. 

Aí vocês me dirão: quando seus amigos te decepcionam, corra para os braços de sua família. Acreditem, eu vou, Como eu disse acima, minha família é tudo para mim, porém, nem sempre eles me compreendem. Meu avô eu acho que é o membro da minha família mais parecido comigo. Mesmo nunca tendo passado perto de uma universidade, ele divide comigo  a sede por conhecimento. Ele me apóia incondicionalmente, graças a Deus, mas é frustrante não ter em casa alguém que já tenha passado pelo mesmo que você para te aconselhar. E é aqui que o espelho que mencionei no inicio do texto se encaixa na minha história. Me falta quem admirar. Não que eles não sejam dignos de admiração. Cada um venceu na vida a seu modo, eu respeito isso, mas ninguém da minha família cursou a mesma graduação que eu. Não há alguém para eu ver os passos e tentar trilhar da mesma forma, mas nem por isso fico triste. Eu sou uma garota de sorte, afinal. A universidade me deu quem admirar: meus professores. Todos são extremamente importantes para a vida acadêmica e formação profissional de seus alunos. Na PUC todos são muito competentes, graças a Deus. Eles são a imagem do que quero ser no futuro: são brilhantes, tem carreiras admiráveis e todos param ( ou pelo menos deveriam) para ouvir o que eles dizem. Graças a uma professora eu me mantive no curso de Direito e lá lutei para encontrar meu lugar. Graças ao apoio dos docentes eu nunca desisti de ser a melhor aluna que eu poderia ser, de valorizar esse momento único que é minha graduação. Graças ao apoio de um professor eu consegui descobrir o que quero fazer o resto da minha vida, encontrei minha carreira no meio do mar de opções que Direito traz! Ah, se eles soubessem que a atenção que me dão é o que me motiva a continuar estudando e correndo atrás de meus sonhos e ambições cada vez mais! Uma garota como eu não tem muito apoio para ir atrás de ser a melhor e dar o melhor de si. Eu não faço ideia de quem eu seria se não tivesse tido professores me estimulando a conseguir dar meu melhor desde a minha infância. Sou muito grata a todos!  Às vezes eu acho que os incomodo com minhas infinitas perguntas e com minhas demonstrações de tolice e isso me preocupa bastante, pois não quero decepcionar as pessoas que acreditam em mim, mas eu me perdoo, afinal, eu posso estar me encaminhando para a colação de grau, mas eu ainda estou aprendendo, certo? ;)

Eu sempre venho aqui para mostrar coisas legais ou ensinar algo. Hoje eu precisava falar. Meu blog estava aqui e bem... é a vez de vocês lerem um desabafo. Meu coração pediu e eu escrevi. É isso. 

Até a próxima. 

5 comentários:

  1. Preferi te esrever in box :p
    beijo,
    Phê Brito

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  2. Miga, fez bem de usar o blog para desabafar, escrever e a melhor coisa. Sei la, isso meio que limpa a alma, revitaliza. E a melhor coisa.

    <3

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    1. concordo plenamente, baby. E quem não gostar que bote a cara no sol, migs! hahahah

      <3

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  3. Cara Bonequinha de Luxo,

    Faz bem desabafar mas cuidado que seu blog é visto por qualquer pessoa assim como por esse melhor amigo que citou por último, não queria estar na situação dele mas vamos fazer algumas indagações a respeito do seu texto. Vejamos por exemplo quando disse: "Sempre só houve uma pedra no sapato dessa amizade: uma terceira pessoa que ele sempre insistiu em adorar.", Algo está errado ai, não acha? Tenta se por no lugar da outra pessoa que esta do outro lado, deve haver motivos para que ele preze mais a outra amizade que não a sua...Uma pessoa que tanto se dedica nos estudos como você, que tanto dá valor à família e amigos, tem que parar de ser competitiva! de ficar se importando com a conquista alheia, veja isso como uma inspiração! e não como inveja. Se algo não está dando certo, para, pensa e reflita nos seus atos, nem sempre são as outras pessoas que estão agindo de forma errada e sim, nós. Pare de querer se importar com o que as pessoas tem que achar de você, seja humilde! continue se dedicando aos estudos que assim conseguirá conquistar seus sonhos, sem invejar os outros, tem lugar pra todos, faça por merecer, como sempre faz, não precisa invejar. Você é uma menina bonita e extrovertida, para de mendigar amizades, elas vem com o tempo, não é de uma hora pra outra. Faça o que gosta de fazer, seja proativa, nao dependa de pai e mãe. Faça atividades físicas, faz bem pra alma e corpo! mantenha a cabeça ocupada! Não fique falando mal dos outros, cuide mais de si mesma. Uma dica, tudo que é menos é mais no mundo da moda.

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