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resenha - Eu te darei o sol

Boa noite,galera
Hoje tem resenha especial para vocês! 




Sinopse: Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia. Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém. Contado em perspectivas e tempos diferentes, Eu Te Darei o Sol é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.



Preciso começar falando para vocês sobre como o livro me conquistou desde a sinopse. Quem nunca se sentiu em disputa com alguém próximo? Quem nunca amou e odiou alguém ao mesmo tempo? Essas pessoas são as que mais marcam nossas vidas e Jandy Nelson soube trabalhar com isso em sua obra muito bem.
 A história é contada sobre dois pontos de vista diferentes: Ora Noah narra os acontecidos e ora é Jude, sua irmã gêmea. O tempo em que a história é contada também varia, conforme os pontos de vista se alternam, mas isso surpreendentemente não deixa a obra confusa. 
 Noah é um artista nato, razoavelmente introspectivo e sozinho. Jude é a típica garota popular, cheia de amigas e cobiçada por todos os garotos da região. Os gêmeos tem comportamentos diferentes, mas pensam da mesma forma. Eles tem aquela lendária conexão de gêmeos que sempre ouvimos falar. Apesar da história se iniciar com os mesmos tendo apenas 13 anos em momento algum a escrita se torna infantil. Pelo contrário. A autora trabalha muito bem toda a problemática que vai surgindo no decorrer da obra. 
 Através destes conhecemos ainda seus pais e seus respectivos amores. Ah, o amor! Como adoro toda a intensidade dramática de Noah e toda a onda de boicote de Jude! Tem como se identificar com as duas coisas? Tem sim! Estou só amores pela história. Só amores! 
Os dois vivem competindo pela atenção dos pais, uma vez que Noah se sente desprezado pela pai e Jude acha que a mãe gosta mais de Noah, mas nada afeta a conexão entre os irmãos. Contudo, quando a mãe deles decide que os dois devem entrar para uma escola de arte tudo começa a mudar. Os segredos que cada membro da família Sweetwine guarda para si colaboram para isso e uma catástrofe é o toque que faltava para tudo mudar entre os irmãos, mas como dizem, família é para sempre, não é? 
Eu confesso a vocês que não consigo escolher. Simples assim. Não consigo escolher qual protagonista me cativou mais. Não consigo decidir qual gêmeo me ganhou! Os dois personagens são únicos e fascinantes!
Eu te darei o sol é uma das melhores obras que li esse ano. Sério. A escrita de Jandy Nelson é cativante, envolvente. Viciante. Ela te leva até o mundo dos personagens. Em um segundo você é Jude e em outro é Noah. Adorei a forma como a autora conseguiu trabalhar com situações sérias, dramas familiares e acontecimentos chocantes sob a perspectiva ora de duas crianças, ora de dois adolescentes, e mesmo assim o tema não ficou mal colocado, não foi forçado. Você entende os personagens, você é Jude ou Noah. Você é JudeeNoah durante toda a maravilhosa criação de Jandy Nelson.
A forma como a história de todos os personagens está entrelaçada com toda certeza é algo a se mencionar. Meu Deus, Jandy cria uma trama envolvente e completamente interligada de forma admirável. Todos os pontos se encontram antes do final da história, sem lacunas ou pontos obscuros mal resolvidos.
Há reis do drama e rainhas do mistério, mas Jandy Nelson é os dois. A imperatriz do dramistério! Em Eu te darei o sol você se depara com fatos minuciosamente conectados, dignos de famosas histórias de suspense policial, a dose certa de drama e a pitada ideal de uma loucura divertida que domina a mente dos personagens. Eu te darei o sol é surrealmente bom.
Por falar no assunto...Adoro personagens com pequenos níveis de insanidades como Noah se mostra desde o inicio e posteriormente, Jude. Como a mesma menciona na trama, parece que em certo ponto dos rumos os dois trocam de lugar, mas isso só te instiga mais a descobrir o porque disso. Você se vicia mais na história, se afeiçoa mais a eles, se é que isso é possível. A mudança de personalidade dos personagens existe, mas não é nada estranha ou imprópria. Super aprovado!!
Agora vamos ao meu comentário frívolo do dia: eu posso dizer que nunca achei que gostaria de um personagem chamado Oscar? Meu Deus – ou melhor, meu Clark Gable! – mas é isso que acontece. Ela usa o nome  para batizar um curioso personagem que durante o decorrer da trama se mostra o melhor par romântico de 2015, meus caros!!!
Vou dizer uma coisa para vocês. Eu tenho um papagaio também. Será que ele pode começar a chamar o Ralph pra mim? Há-Há Eu quero! 

Adorei os sóis usados para separar as cenas no livro. 

Voltando a falar sério, a sagacidade da autora te surpreende com o final do livro e fiquei louca para uma continuação. Não estava pronta para desapegar dos personagens! Eu afirmo com toda a certeza que minha mente maluca tem que Eu te darei o sol é totalmente capaz de agradar os fãs de mistério, drama, Young Adult e romances. Poderia ser melhor?
Sim! Ainda não mencionei as ótimas frases da bíblia da vovó Sweetwine! Quero seguir aquilo pra vida! É muito divertido!!! Tô contigo, Jude!! 
 E ai, quem já leu Eu te darei o sol?  Vem me contar o que achou! 
Nesse fim de semana sai a parte 2 do meu post sobre o livro de colorir da obra hein? Venham ver! 
Beijão

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