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review - Quarteto fantástico

Boa noite, gente!

Prontos para mais uma review? Hoje vou falar sobre minha impressão acerca do novo reboot de Quarteto fantástico.


Fraco. É o melhor adjetivo que pode-se dar a trama.

O filme se inicia com potencial, nos mostrando a presença da genialidade de Reed já em sua infância. Também nos é mostrado o inicio da amizade deste com Ben, o que pareceu promissor, entretanto, a história dá um salto e logo estamos assistindo Reed desperdiçar seu talento em uma feira escolar.
Reed não se mostra confiante, assim como Ben não possui o humor ácido devido ao personagem. Senti falta da dose de humor tão característica do Coisa no filme. Na verdade senti falta de sua presença. O personagem é reinserido de forma tosca na história ao ser chamado as pressas para participar da "aventura".

Após o mencionado, vemos Reed indo estudar e trabalhar nos laboratórios Baxter. Lá ele passa a conviver com Sue e posteriormente conhece um problemático garoto que - pasmem! - é Victor von Doom. Posteriormente conhecemos Jhonny Storm. Mais um personagem com ares de problemático... É um entra e sai de gente naquele laboratório que acho que até eu podia ter ido construir alguma invenção lá se quisesse! Eu hein. Que fácinho. 

Um ponto a se mencionar é a falta de conexão inexplicada entre Sue e Jhonny Storm. Eles não agem como irmãos, não há aquela intimidade necessária entre os personagens, assim como não há uma química decente entre Sue e Reed, muito menos entre Sue e Victor. Desse aí falaremos já já.

Me pergunto o que aconteceu até agora, pois esse foi o pior filme Marvel que já assisti. O pior filme do ano!  Não há humor, mas também não há a seriedade. Quarteto fantástico é uma obra que parece ter sido feita por pessoas demais, de forma que tem cenas que não foram conectadas direito, com várias ideias sendo lançadas no desenvolvimento da trama e poucas delas trabalhadas.

O enredo deve agradar crianças e pré-adolescentes, pois sinto que ele tem aquele nível morno típico de filmes da sessão da tarde. 

Então tá. Voltemos a história. Após construir um transportador interdimensional, Reed, Ben, Jhonny e Victor decidem serem os primeiros a usá-lo. E assim eles vão para outra dimensão e acabam sendo afetados pelo local. Victor é deixado para trás, mas o restante retorna ao nosso universo. Nesse momento, Sue é atingida pelo que causou a mudança nos outros 4 e também é afetada.

Diferente das HQ'S onde o quarteto fantástico é atingido por raios cósmicos ao decidir ir ao espaço, aqui o que modifica os membros do quarteto vem de outra dimensão. Outra mudança que me irritou foi o fato de excluírem Sue da expedição, sendo esta apenas afetada por acidente no retorno dos garotos ao nosso mundo.

Após o retorno, os membros do quarteto fantástico são levados para a área 57 - não seria 51? - e após perceber a transformação que sofreu, assim como seu amigo Ben, Reed foge do local.

Os outros membros do quarteto se tornam, de certa forma, reféns do governo e um ano se passa. E neste momento temos a total descaracterização do Coisa! No filme ele é retratado como um garoto assustado. Só. Cadê a personalidade explosiva do perso? Não gostei! 

Logo se inicia a busca pelo Sr. Fantástico e com o retorno forçado deste, o transportador é reconstruido e uma nova viagem é feita para outra dimensão.  É quando Victor, ou melhor, Dr. Destino ressurge na história.

A aparência física de Dr. Destino no filme é tão trágica quanto os efeitos visuais usados para criar a outra dimensão. Dignos para um filme dos anos 90, mas totalmente fracos para uma produção lançada em 2015.  A motivação/loucura do Doutor Destino é mal explicada e infundada, então nos vemos em cenas em que ele simplesmente mata todo mundo, aparentemente irritado por ter sido resgatado e decidindo que vai usar nosso mundo como fonte de energia para o Planeta Zero - a dimensão onde o mesmo ficou preso - e então, de forma simples, os membros do quarteto voam até o local para impedi-lo. 

A cena de ação dos personagens dura uma média de 10 minutos. Me pareceu muito incongruente Dr. Destino ser mostrado como fodão ao matar quase todo o elenco do laboratório, para na cena seguinte ser derrotado por um quarteto inexperiente em luta e visivelmente mais fraco que o mesmo, maaaaas tudo bem. 

Confesso que deu até saudades da versão de 2015. O humor era bom, Sr. Fantástico não tinha idade para participar de Malhação e Chris Evans arrasava com aquele ar brincalhão do Tocha!

Voltando ao filme. Esse termina com o quarteto retornando ao nosso mundo e ganhando uma base/laboratório do governo e se auto-entitulandoUma sequência do filme já foi confirmada para 2017. Sinceramente, o primeiro filme não me deixou com vontade de ver uma continuação, mas esperança de fã de HQ nunca morre, não é? 

Até lá!

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